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Presidente do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e pré-candidato à Presidência da República Guilherme Afif Domingos (PSD) defendeu nesta terça-feira (8) um plebiscito para fazer a reforma política.

"Sou a favor de uma ideia radical, da convocação de um plebiscito para fazer a reforma política e instituir o voto distrital", disse durante a 73ª Reunião Geral da FNP (Frente Nacional de Prefeitos).

Segundo o empresário, há na população um forte desencanto com a política. Para ele, isso abala a esperança em uma possível recuperação, percepção que poderia ser modificada com o plebiscito. "Os cidadãos mostram-se exaustos, machucados e pouco confiantes em algum cenário positivo a médio e curto prazo", afirma. "Há uma consciência geral de que a classe política é responsável pela atual má situação do país."

Afif também defendeu o foco nos "batalhadores", empreendedores tanto formais quanto informais. "Temos que prestar muita atenção na força dos batalhadores nesse processo, são eles que são capazes de mudar o país."

Para ele, é fundamental o apoio às micro e pequenos empresas que, segundo ele, são responsáveis pela maior parte da geração de novos empregos no país.

"O grande hoje desemprega", afirmou. "Quem está segurando agora toda a geração de emprego no país são os pequeno empreendedores. Mas as nossas políticas não olham para isso. Estamos dominados pela banca. Tem uma especialização em fazer fortuna dentro do mercado financeiro."

Ex-ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa do governo Dilma Rousseff (PT), Afif já participou de outra eleição presidencial, a de 1989. À época, ficou em sexto lugar com o bordão "Juntos chegaremos lá".

 

CONFIO NO MEU TACO, DIZ AFIF

Afif ainda não tem o apoio formal de seu partido, o PSD, que ajudou a fundar ao lado de Gilberto Kassab. Por enquanto, o PSD sinaliza que deve apoiar a campanha de Geraldo Alckmin (PSDB).

Ele minimizou o fato de ainda não ter o apoio formal de seu partido. "Apoio à candidatura é na convenção. Aí o partido vai ter que decidir se apoia um candidato fora do partido ou dentro da sigla. A convenção é soberana", afirmou. Segundo ele, é tudo uma questão de quem se mostra competitivo conforme a eleição vai se aproximando. "Todas as vezes que eu entrei, eu acabei sendo bastante competitivo. Eu confio no meu taco."

Afif também lamentou a saída do ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa da corrida presidencial. "Não cheguei a vê-lo entrar [na corrida presidencial], mas empobrece a disputa. É uma pessoa importante nesse processo."

O encontro com os pré-candidatos à Presidência é parte da 73ª Reunião Geral da FNP e reúne prefeitos, vice-prefeitos, parlamentares federais, estaduais e municipais, além de secretários municipais, diretores e servidores públicos.

Além de Afif, participam Manuela DÁvila (PCdoB), Geraldo Alckmin (PSDB), Rodrigo Maia (DEM), Marina Silva (Rede), Álvaro Dias (Podemos), Ciro Gomes (PDT), Guilherme Boulos (PSOL), Aldo Rebelo (SD), Paulo Rabello (PSC) e Henrique Meirelles (MDB).

De acordo com a FNP, foram convidados para participar do evento os pré-candidatos filiados a partidos com pelo menos cinco congressistas. O PT também estava entre os partidos convidados a participar do encontro. A legenda mantém como seu pré-candidato o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde o dia 7 de abril por determinação do juiz federal Sérgio Moro, que o condenou pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex de Guarujá (SP).

 

Artigo publicado originalmente por UOL Notícias, em https://goo.gl/F9PrUW

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